Em Igreja. Na Comunidade.
Sábado, 5 de Junho de 2010
SANTO CURA D’ARS: UM MAGNÍFICO TESTEMUNHO

Que reter hoje do Santo Cura d’Ars?
Que dinamismos da sua vida e acção para as nossas vidas e comunidades?
Que frutos levamos deste Ano Sacerdotal?

Um homem de BONDADE.
Quando se evoca o Santo Cura d’Ars, qual a primeira impressão que vem ao nosso espírito? Os habitantes de Ars, interrogados depois da sua morte, respondem quase todos unanimemente: “a bondade”. Um homem bom, profundamente humano, sempre atento a todos. Um padre que leva até Deus sem rodeios! “Quando estamos a seu lado, temos vontade de ser melhores!”, sublinha um camponês de Ars. Um pobre, um humilde que se abandonou todo nas mãos de Deus, e totalmente dado aos seus irmãos.

Um homem de ORAÇÃO.
É o que mais chamava a atenção dos seus contemporâneos. Longos momentos diante do sacrário, uma verdadeira intimidade com Deus, um abandono total à sua vontade, um rosto transfigurado… tantos elementos que deixavam perceber, naqueles que o encontravam, a profundidade da sua vida de oração. Isso foi a sua grande alegria e o lugar de uma verdadeira amizade com Deus.

No coração da sua vida, a EUCARISTIA.
“Ele está ali”, exclamava o santo Cura olhando o sacrário. Homem da Eucaristia, celebrada e adorada. “Não há nada maior que a Eucaristia”, exclamava. O que o mais o tocava, talvez, era constatar que o seu Deus estava ali, para nós, presente no sacrário: “Ele espera-nos!”

Um extraordinário testemunho da MISERICÓRDIA.
A partir de 1830, milhares de pessoas virão a Ars para se confessar com ele. Ficava no seu confessionário 17 horas por dia para reconciliar os homens com Deus e entre eles. O Cura d’Ars é um verdadeiro “mártir do confessionário”. Tomado pelo amor de Deus, maravilhado diante da vocação do homem, media a loucura de se querer estar separado de Deus. Ele queria que cada um fosse livre de poder saborear a alegria de conhecer Deus e O amar, de saber que Ele nos ama…

No coração da sua paróquia, um HOMEM SOCIAL.
“Não sabemos quanto o Santo Cura fez como obra social”, relata um dos seus biógrafos. Vendo o Senhor presente em cada um dos seus irmãos, não cessa de os socorrer, ajudar, apaziguar os sofrimentos, permitir a cada um de ser livre e feliz. Orfanato, escola, atenções aos mais pobres e aos doentes… nada lhe escapa. Acompanha as famílias e procura protegê-las de tudo o que as pode destruir.

PATRONO de todos os PADRES do mundo.
Em 1929, o Papa Pio XI declara-o “patrono de todos os curas do universo”. Bento XVI nomeia-o “patrono dos padres do universo” em 2009. João Paulo II não disse outra coisa ao recordar em três vezes que “o Cura d’Ars permanece para todos os países um modelo fora do comum, ao mesmo tempo do cumprimento do ministério e da santidade do ministro”. Um pastor admirável, testemunha da ternura do Pai para cada um.

Um apelo universal à SANTIDADE.
“Mostrar-te-ei o caminho do Céu”, respondera ao pastorinho que lhe mostrava a estrada para Ars, isto é: “Vou ajudar-te a tornares-te um santo”. Ulteriormente, convida cada um a deixar-se santificar por Deus, a tomar os meios desta união com Deus, aqui na terra e para a eternidade. A seu exemplo, não hesitemos amar a Deus e os nossos irmãos com todo o coração!

 



publicado por Padre às 15:07
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10º DOMINGO DO TEMPO COMUM

ANO C
06 de Junho de 2010

 

Verde – Ofício do domingo (Semana II do Saltério). Te Deum.
 Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L 1 1 Reis 17, 17-24; Sal 29, 2 e 4. 5-6. 11-12a e 13b
L 2 Gal 1, 11-19
Ev Lc 7, 11-17

* Proibidas as Missas de defuntos, excepto a exequial.
* Dia Nacional do Cigano.
* Na Congregação dos Irmãos Maristas – S. Marcelino Champagnat, presbítero e Fundador – SOLENIDADE
* Nas Dioceses de Cabo Verde – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
SOLENIDADE
* Nas Dioceses da Guiné-Bissau – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – SOLENIDADE
* Em Portugal – II Vésperas do Domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Tema do 10º Domingo do Tempo Comum

A dimensão profética percorre a liturgia da Palavra deste domingo, em Elias, o profeta da esperança e da vida, em Paulo, o profeta do Evangelho recebido de Deus, e, particularmente, em Jesus, o grande profeta que visita o seu povo em atitude de total oblação.
A primeira leitura apresenta-nos a figura da mulher de Sarepta, que significa a perda da esperança e o sentimento de derrota e de procura de um culpado, e a figura do profeta Elias, que acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte, ressuscitando o filho da viúva.
No Evangelho, temos a revelação de Deus expressa na atitude de piedade e compaixão de Jesus no milagre da ressurreição do filho da viúva. Deus visita o seu povo em Jesus, “um grande profeta”, realizando o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida e dando-lhe pleno sentido.
Na segunda leitura, acolhemos a absoluta gratuidade da conversão de Paulo, para quem o Evangelho é uma força vital e criadora, que produz o que anuncia; a sua força é Deus. É uma força vital, uma dinâmica profética que ele recebeu directamente de Deus.

 

SER PROFETA HOJE (algumas interpelações)

A partir da liturgia de hoje, podemos percorrer algumas interpelações sobre o sentido da profecia para os tempos actuais. Como ser profeta hoje? Algumas interpelações:

1. Descobrir e propor o projecto de Deus para o mundo e para os homens. O profeta é homem do seu tempo, marcado pelas descobertas, conquistas, contradições e esperanças dos homens do seu tempo… É também alguém com uma fé profunda, com uma consciência muito forte da presença de Deus na própria vida. A vida de união e de comunhão com Deus vai impregnando a vida do profeta, de modo que vai aprendendo a interpretar todos os acontecimentos políticos, sociais e religiosos à luz de Deus e do seu projecto. Só deste modo ele pode apresentar o projecto de Deus para os homens hoje.

2. Sentir-se chamado por Deus, receber de Deus uma missão, ser enviado por Deus ao mundo. Deus chama de muitas formas… Um sonho, uma leitura, um acontecimento, um sinal… Às vezes descobre-se o seu apelo no rosto de um pobre ou de um escravizado; outras vezes, nas páginas dos jornais; outras, nas necessidades da Igreja ou da sociedade; outras, nos acontecimentos turbulentos do presente; outras, mais simplesmente, nas palavras de um amigo ou de um mestre… Ao ser chamado, o profeta recebe de Deus uma missão.

3. Estar marcado pelas experiências de solidão, angústia, sofrimento, crise, rejeição, incompreensão… Ser fiel à missão de Deus, mesmo quando, com essa atitude, o profeta se sente abandonado, rejeitado, incompreendido. No fundo, trata-se de arriscar a vida, na certeza da presença de Deus.

4. Estar desinstalado, num território concreto… como espaço de verificação e de rejeição da profecia anunciada. Ninguém é profeta na sua terra, é certo. Mas é na terra, no espaço concreto, na escola, no local de trabalho, na comunidade, na Igreja… que a profecia deve ser anunciada. Com coragem, com desassombro.

5. Viver no quotidiano da existência, na minha situação concreta, aqui e agora. Como ser profeta, aqui e agora, na minha situação, face aos problemas reais que me entram pelos olhos e interpelam o meu coração aberto ao Pai e ao próximo?

6. Anunciar as Boas Novas de sempre duma forma sempre nova. O conteúdo do anúncio profético é sempre o mesmo. Mas esta única Palavra de Deus deve ressoar duma forma sempre nova…

7. Assumir um modo novo e inédito de viver e anunciar o essencial. Anunciar um modo novo de viver o essencial. E o essencial é a fé, a esperança e a plenitude do amor, das quais os profetas foram testemunhas vulneráveis mas obstinados. O Espírito sopra onde quer e como quer, com liberdade imprevisível, não se deixando amarrar em esquemas exclusivos ou demasiado estreitos…

8. Escutar, aprender, receber, acolher… o Deus do povo e o povo de Deus.

9. Ser coerente entre a palavra anunciada e as opções pessoais. Quantos pretensos profetas gritam diante dos microfones, ditam sentenças nos jornais a torto e a direito, gesticulam nas praças e na televisão… mas não dão testemunho com a sua vida. Por isso, não mudam as coisas! Há incoerência entre pensamento e vida, entre ideal e prática.

10. Denunciar não apenas os pecados, mas as estruturas de pecado, promover e estimular novas estruturas de virtudes e valores.

11. Testemunhar entre o silêncio intenso-pleno e o silêncio despojado-vazio. Diante dos dramas recentes e actuais, diante das angústias e sofrimentos, diante dos vazios e da falta de esperança, o profeta dá testemunho, com o seu silêncio, do silêncio de Deus. Não é fácil, mas pode ser um silêncio fecundo que fala.

12. Lutar contra os novos ídolos de hoje: detectá-los, desmascará-los, denunciá-los…

13. Anunciar a fé e a justiça, assumir a esperança como raiz da profecia. Não se trata de duas coisas distintas: a fidelidade ao Deus vivo exige a defesa dos direitos do pobre. A mensagem profética, na sua capacidade de denúncia, integra-se e aperfeiçoa-se, especificando-se, na proposta de uma utopia, na “proposta de uma alternativa”, chamada esperança. Sem esperança não há profecia.

14. Profetizar no século XXI, viver pobre a profecia da gratuidade, da sobriedade, da essencialidade: sentir a alegria de dar, gratuitamente; experimentar a força do Amor criador de Deus; praticar diariamente uma vida simples, sóbria; ir profeticamente contra a corrente do domínio e do consumo; ser capaz de desmascarar as raízes do egoísmo e as suas consequências…

15. Profetizar no século XXI, viver obediente a profecia da multiculturalidade: descobrir a única vontade de Deus Pai; deixar os isolamentos, os nossos planos egoístas; procurar a vontade de Deus na vontade da comunidade; deixar de lado o escândalo da excomunhão mútua; comungar no mesmo Deus…

16. Profetizar no século XXI, viver casto a profecia da sexualidade redimida: testemunhar a redenção de Cristo na globalidade do nosso ser (inteligência, liberdade, fantasia, corpo, afectos, sentidos); ser profetas da libertação integral…

 


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publicado por Padre às 15:04
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