Em Igreja. Na Comunidade.
Sábado, 16 de Maio de 2009
6º DOMINGO DA PÁSCOA

ANO B
17 de Maio de 2009


Branco – Ofício próprio (Semana II do Saltério). Te Deum.
 Missa própria, Glória, Credo, pf. pascal.

L 1 Act 10, 25-26. 34-35. 44-48; Sal 97, 1. 2-3ab. 3cd-4
L 2 1 Jo 4, 7-10 ou 1 Jo 4, 11-16
Ev Jo 15, 9-17 ou Jo 17, 11b-19

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* No Patriarcado de Lisboa – Aniversário da Ordenação episcopal de D. Tomaz Pedro Barbosa da Silva Nunes, Bispo Auxiliar (1998).
* II Vésperas do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.
Lembrar aos fiéis que, no próximo domingo, o ofertório é para os Meios de Comunicação Social.

 


Tema do 6º Domingo da Páscoa

A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e dia a dia tornado presente na vida dos homens por acção dos discípulos de Jesus.
A segunda leitura apresenta uma das mais profundas e completas definições de Deus: “Deus é amor”. A vinda de Jesus ao encontro dos homens e a sua morte na cruz revelam a grandeza do amor de Deus pelos homens. Ser “filho de Deus” e “conhecer a Deus” é deixar-se envolver por este dinamismo de amor e amar os irmãos.
No Evangelho, Jesus define as coordenadas do “caminho” que os seus discípulos devem percorrer, ao longo da sua marcha pela história… Eles são os “amigos” a quem Jesus revelou o amor do Pai; a sua missão é testemunhar o amor de Deus no meio dos homens. Através desse testemunho, concretiza-se o projecto salvador de Deus e nasce o Homem Novo.
A primeira leitura afirma que essa salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo, e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens e mulheres, sem excepção. Para Deus, o que é decisivo não é a pertença a uma raça ou a um determinado grupo social, mas sim a disponibilidade para acolher a oferta que Ele faz.


.
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves

DOMINGO VI DA PÁSCOA Ano B

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.” Jo 15, 13

De braços abertos

Creio que a primeira memória de Lisboa que guardo, por alturas dos meus cinco anos, é a da entrada de barco no Tejo e a daquela imagem de braços abertos a acolher-nos. Viver depois quatro anos no belíssimo Seminário de S. Paulo em Almada, com a presença persistente daqueles braços, fez crescer em mim esta imagem de Deus sempre pronto a abraçar-nos. Infelizmente nem sempre acreditamos que os seus braços se lançam para nós, como um pai desejoso de mostrar como nos ama, um amigo cheio de saudades ou uma criança que se lança ao nosso colo. Julgamos que nós andamos à sua procura quando é Ele que não desiste de nos procurar! Sim, aquela imagem é de cimento e ferro e está naquela margem do Tejo há cinquenta anos, mas Jesus, que ela representa, anda pelas ruas desta e de todas as cidades, pelos becos e carreiros onde os homens e mulheres vivem. Anda em cada um de nós. A levar o abraço de Deus!
Damos um abraço a alguém que conhecemos e gostamos muito. Mas uma campanha nascida na Austrália tem espalhado pelo mundo “abraços grátis”. Não é fácil abraçar um desconhecido mas dá gosto ver os sorrisos que ficam no rosto de quem participa nesta corrente. Talvez nos ajude a perceber que, às vezes, uma abraço é tudo o que precisamos! E lembrei-me do Sérgio Godinho que canta “canção dos abraços” dos Amigos de Gaspar: “São dois braços, são dois braços / servem pra dar um abraço/ assim como quatro braços / servem pra dar dois abraços. / E assim por aí fora /até que quando for a hora / vão ser tantos os abraços / que não vão chegar os braços.” É de uma expressividade imensa o gesto simples de um abraço. Jesus, que viveu a nossa corporeidade e a elevou ao céu, vem reconciliar-nos também com o nosso corpo. Deixa-se tocar e beijar, toca e cura, estende a mão e levanta. E quantos abraços deu, que os evangelhos não contam? Fazermos da nossa pele uma fronteira, e à nossa volta uma “terra de ninguém”, é desumanizarmo-nos.
Sempre que elevo o olhar sobre a cidade, Jesus, de braços abertos, parece convidar a algo mais. Será possível fazermos uma cidade mais capaz de abraçar todos e, em especial, quem é mais abandonado e desprezado? Será possível um desenvolvimento que promova as pessoas e não o acumular egoísta dos bens? Será possível vivermos uma Igreja mais acolhedora e cheia de compaixão por quem erra? Será possível gastar-me mais em abraços do quem em preocupações? O que nos diz o Cristo-Rei de braços abertos há cinquenta anos?

In: Agência Ecclesia


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publicado por Padre às 17:04
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Sábado, 9 de Maio de 2009
5º DOMINGO DA PÁSCOA

ANO B
10 de Maio de 2009

Branco – Ofício próprio (Semana I do Saltério). Te Deum.
 Missa própria, Glória, Credo, pf. pascal.

L 1 Act 9, 26-31; Sal 21, 26b-27. 28. 30. 31-32
L 2 1 Jo 3, 18-24
Ev Jo 15, 1-8

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Na Diocese de Angra – Ofertório para a Pastoral Vocacional e Seminários.
* Na Diocese de Mindelo (Cabo Verde) – Ofertório para o Seminário Diocesano.
* II Vésperas do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.



Tema do 5º Domingo da Páscoa

A liturgia do 5º Domingo da Páscoa convida-nos a reflectir sobre a nossa união a Cristo; e diz-nos que só unidos a Cristo temos acesso à vida verdadeira.
O Evangelho apresenta Jesus como “a verdadeira videira” que dá os frutos bons que Deus espera. Convida os discípulos a permanecerem unidos a Cristo, pois é d’Ele que eles recebem a vida plena. Se permanecerem em Cristo, os discípulos serão verdadeiras testemunhas no meio dos homens da vida e do amor de Deus.
A primeira leitura diz-nos que o cristão é membro de um corpo – o Corpo de Cristo. A sua vocação é seguir Cristo, integrado numa família de irmãos que partilha a mesma fé, percorrendo em conjunto o caminho do amor. É no diálogo e na partilha com os irmãos que a nossa fé nasce, cresce e amadurece e é na comunidade, unida por laços de amor e de fraternidade, que a nossa vocação se realiza plenamente.
A segunda leitura define o ser cristão como “acreditar em Jesus” e “amar-nos uns aos outros como Ele nos amou”. São esses os “frutos” que Deus espera de todos aqueles que estão unidos a Cristo, a “verdadeira videira”. Se praticarmos as obras do amor, temos a certeza de que estamos unidos a Cristo e que a vida de Cristo circula em nós.

 

In: Agência Ecclesia


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publicado por Padre às 23:13
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Sábado, 2 de Maio de 2009
4º DOMINGO DA PÁSCOA

ANO B
3 de Maio de 2009

Branco – Ofício próprio (Semana IV do Saltério). Te Deum.
 Missa própria, Glória, Credo, pf. pascal.

L 1 Act 4, 8-12; Sal 117, 1 e 8-9. 21-23. 26 e 28cd e 29
L 2 1 Jo 3, 1-2
Ev Jo 10, 11-18

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Dia da Mãe.
* Domingo do Bom Pastor.
* Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
* Na Diocese do Algarve – Dia da Solidariedade e Partilha; ofertório para o Instituto de Sustentação do Clero.
* Na Diocese de Angra – Começa a Semana dos Seminários.
* Na Diocese de Bragança-Miranda – Ofertório para a Pastoral das Vocações e a Fraternidade Sacerdotal.
* Na Diocese da Guarda – Ofertório para a Fundação Nun’Álvares.
* Na Diocese do Porto – Ofertório para as Vocações.
* Na Diocese de Viana do Castelo – Ofertório para o Instituto Especial do Clero.
* Na Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição – Aniversário da fundação da Congregação (1871).
* Na Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor – Cristo, Bom Pastor, Padroeiro da Congregação.
* II Vésperas do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 


Tema do 4º Domingo da Páscoa

O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe, hoje, à nossa reflexão.
O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas. As ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. O que é decisivo para pertencer ao rebanho de Jesus é a disponibilidade para “escutar” as propostas que Ele faz e segui-l’O no caminho do amor e da entrega.
A primeira leitura afirma que Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (neste “Domingo do Bom Pastor” dizer que Jesus é o “único salvador” equivale a dizer que Ele é o único pastor que nos conduz em direcção à vida verdadeira). Lucas avisa-nos para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação.
Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. O objectivo de Deus é integrar-nos na sua família e tornar-nos “semelhantes” a Ele.


In: Agência Ecclesia

 


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publicado por Padre às 17:40
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